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As transformações proporcionadas pelas tecnologia podem trazer novas experiências, desde relacionamentos a negócios. A Uberização das Coisas configura uma nova realidade para o mercado e sobre os processos de criações de oportunidades dinâmicas entre pessoas e empresas com interesses em comum.

Neste episódio da série Conversando com o C-Level, Daniel Antunes, o CEO da GoBacklog, fala um pouco sobre como os novos modelos de negócios, como a Uberização das Coisas, podem transformar o cenário do mercado.

Às vezes as pessoas criam “um modelo Uber de ser”, fazem um trabalho de Uberização em seus negócios, mas não entenderam ainda a real necessidade de conexão entre quem quer contratar e quem quer ser contratado. Então tem que tomar bastante cuidado com isso e realmente ter muito foco e saber que para ser uma Uber, para trabalhar como o formato da Uber, tem que ter muita inteligência, muita vontade de querer ser grande, e ter realmente uma estrutura boa ali por trás para poder fazer com que o próprio negócio realmente alavanque nos resultados

Os clientes modernos têm a concepção de um novo serviço prestado para os consumidores, sendo ele facilitado por aplicativos, intermediando a oferta e demanda. Desta concepção surgiu o conceito de Uberização. O que é isso?

A Uberização é um modelo de negócio que veio para o mercado para ajudar as pessoas a se conectarem. Essa conexão se dá, basicamente, na transformação de um serviço em um aplicativo. Um exemplo prático são conexões de prestadoras de serviço, com quem quer contratar esse serviços. O termo “Uberização” é muito comum por causa do Uber.

O Uber conecta motoristas, pessoas fora do mercado de trabalho ou até mesmo quem já possui trabalho fixo e quer fazer alguma renda extra com pessoas que querem se transportar. Opção esta de muitas pessoas que vivem em capitais, principalmente, e pelo grande fluxo de automóveis e congestionamento, passam a optar pela Uber.

Nesse sentido, a Uberização é você criar um modelo de negócio, onde você irá intermediar e conectar pessoas com interesses em comum. Aquela que quer prestar os serviços, a quem quer contratar esse serviço.

Com a expansão do mercado digital, grandes investidores idealizam criar aplicações iguais ao Uber, visando pouco trabalho e aumento na margem de lucro. Criar um “novo Uber” é algo tão simples assim?

Pode parecer muito simples criar um novo Uber. Mas é preciso entender que não é somente conectar pessoas que querem prestar e contratar os serviços. É preciso ter um modelo de negócio muito bem definido. A Uber foi fundada em 2009, então ela já está caminhando para 10 anos de existência, hoje com mais de 22 mil funcionários.

Então se olhar para o contexto da empresa em si, podemos achar que tudo está na palma da mão, é tudo simples, que está no celular e todo mundo tem acesso, mas na verdade existem 22 mil pessoas trabalhando para que aquilo funcione.

Se você ver somente na tela, ele todo pronto e funcionando, você pode achar que é muito simples, mas por trás é preciso ter uma gestão muito bem feita, pessoas que sabem gerenciar um negócio e entendem do negócio e vão correr atrás para fazer com que tudo funcione perfeitamente.

E, claro, em um modelo de uberização, é preciso ter sempre quem quer prestar os serviços e quem quer contratar esses serviços. Às vezes as pessoas criam um modelo de Uberização em seus negócios, mas não entenderam ainda a real necessidade de conexão entre quem quer contratar e quem quer ser contratado.

Por isso, é preciso tomar bastante cuidado com isso e realmente ter muito foco e saber que para ser uma Uber, para trabalhar como o formato da Uber tem que ter muita inteligência, muita vontade de querer ser grande, e ter realmente uma estrutura boa ali por trás para poder fazer com que o próprio negócio realmente alavanque nos resultados.

Como se manter no mercado digital, mediante os avanços da Uberização? É preciso se adaptar?

Mais que preciso, é urgente se adaptar. O modelo de Uberização está chegando no mercado muito rápido, após a chegada da Uber e o seu sucesso, diversas empresas e modelos de negócios já começaram a virar para esse modelo de Uberização em si.

Então, olhando para este cenário e pensando em grandes empresas de mercado, é preciso sim começar a olhar para esse lado e ver como esse novo processo pode impactar os resultados dela. Nós vimos quando a Uber chegou e foi sucesso naquele primeiro momento, como foi a reação dos taxistas, por exemplo.

Os taxistas tinham um modelo tradicional, cômodo, já estavam no mesmo modelo para táxi há um longo período e não tinham nenhuma inovação. Claro que vieram aplicativos para táxi que melhoraram muito toda a logística, corrida e faturamento deles, mas veio a Uber, com um modelo de negócio totalmente diferente, ousado e inovador.

Houve diversas tentativas de derrubar na justiça a inovação que a Uber estava trazendo, e não foi possível. Ou seja, a inovação é muito difícil de ser barrada. As empresas que estão vivendo esse momento de Uberização das Coisas, elas têm que buscar se adaptar e ver como conseguem se manter competitivas no mercado.

Por mais que eu seja uma empresa, e nós estamos bem no mercado, e à frente da concorrência, é preciso pensar que está chegando cada vez mais novas tecnologias, novas empresas e negócios que podem ser uma ameaça para qualquer empresa. Por isso, é preciso ficar atento para os novos modelos de negócios que estão surgindo e ameaçando cada vez mais grandes empresas do mercado.

Como a GoBacklog vê a Uberização de soluções?

Nós vemos a Uberização das soluções com muito bons olhos porque esse é um modelo que veio pra ficar. Quando você tem um modelo de negócio muito bem elaborado e pensando, esse modelo encaixa no seu público-alvo que você vai definir e a chance de escala dele é enorme.

O modelo Uber é bom porque, você poder ter hoje uma corrida e amanhã você pode ter um milhão de corridas. Então ele é um modelo escalável, não é preciso aumentar equipe para que o seu negócio realmente cresça, aqui você tem um modelo que só vai intermediar.

Essa quantidade de intermediações não interfere se você faz uma ou milhão, ele é escalável. E isso facilita muito a detecção de próximos passos, qual o futuro de uma metodologia como essa, e até mesmo o futuro de aplicações voltadas para esse modelo. Por isso você acaba tendo mais chances no mercado quando você tem um modelo como esse que é muito bem estruturado.

É preciso mencionar que existem modelos como esses que não dão certo, e nós já vimos diversos casos assim, mas muito por uma falta de planejamento do empreendedor em alguns casos. Existem também falhas no processo de validação, tanto dos processos quanto do problema a ser resolvido e das soluções propostas, e até mesmo falha no processo de desenvolvimento da tecnologia.

Hoje nós temos alguns cases muito legais nessa área, que é onde nós temos visto o quanto isso está realmente afetando as pessoas e fazendo com que seu uso seja cada vez mais contínuo, tornando um hábito, o que acaba trazendo bastante resultado para todo mundo.

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Priscylla Silva

Especialista de Marketing na GoBacklog, uma empresa especializada no desenvolvimento de soluções digitais que vem mudando a forma de se criar negócios digitais de sucesso. Jornalista, apaixonada por Marketing e uma grande fã de inovações tecnológicas.
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