• A migração das empresas para o mundo digital, aumentou a demanda das empresas desenvolvedoras.
  • Para suprir as necessidades que foram surgindo, elas tiveram que adaptar sua forma de trabalho.
  • Novas tendência estão surgindo para o mercado da tecnologia, visando formas mais seguras e agéis para seus processos.

Com a pandemia do novo coronavírus, 2020 se tornou um ano de desafios e descobertas para o ecossistema brasileiro de tecnologia. Para as startups, é hora de lutar pela sobrevivência.

Por outro lado, o crescimento de empresas do setor, principalmente as do varejo online, mostram que a digitalização do consumidor abriu novas portas para o mercado.

Em meio a tudo isso, as empresas que são desenvolvedoras das tecnologias utilizadas nos negócios, passam por um momento de oscilação do mercado lutando contra as quedas frequentes de demanda, e se sobressaindo nas oportunidades que o mercado gera em meio a crises.

E assim, como todos que se adaptaram a essa nova realidade, as empresas de tecnologia também inovaram para oferecer aquilo que o mercado precisa. Veja quais foram os impactos da pandemia nesse setor, e qual a nova realidade da tecnologia no mundo do desenvolvimento.

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Impactos no mercado de tecnologia

De acordo com as pesquisas da IDC Brasil, os impactos da pandemia de Covid-19 no mercado de tecnologia da informação e comunicação na América Latina serão sentidos, pelo menos, até o primeiro semestre de 2021.

Ao analisar os gastos com tecnologia da informação, haverá uma redução de dez a 20 pontos percentuais no crescimento em 2020, representando até US$ 15 bilhões de redução. Para Luciano Ramos, gerente de pesquisa e consultoria para o mercado corporativo na IDC Brasil:

O desafio é entender a duração do impacto. A curva depende do quão preparados estaremos para o novo normal.

A expectativa é que 2021 deve voltar a mostrar números positivos no mercado de TI para a América Latina. O impacto maior será em 2020, mas há impacto também no primeiro trimestre de 2021, com retomada de investimentos dos projetos do segundo trimestre em diante.

Mas nem tudo está perdido. Há oportunidades e exemplos a serem aprendidos. Um exemplo é o aparelhamento tecnológico do governo, usando plataformas digitais e de big data, aplicações de 5G por indústria, fomento de comércio e serviços de saúde e educação online, melhoramento da cadeia de suprimentos, escritório remoto e atividades online.

Contudo, é importante ressaltar que o impacto não será distribuído igualmente em todas as indústrias. A expectativa é que o mercado financeiro deve ser o primeiro a se recuperar, seguido do varejo e do atacado, para atenderem à demanda reprimida de consumo.

Apesar de todos os impactos negativos de Covid-19 para o mundo, oportunidades surgirão com a crise, justamente, por ela estar mudando os processos diários e estar levando a importantes mudanças em áreas como local de trabalho, cultura de trabalho, interação cultural e social (streaming e serviços online), e até mesmo a maneira como os negócios são conduzidos (omnichannel).

Com relação a tecnologias, no curto prazo, dispositivos de consumo, servidores, armazenamento e serviços de TI on-premises sentirão efeitos negativos.

No curto e médio prazos, haverá, segundo a IDC, impacto positivo em software e ferramentas de comunicação unificada, software de virtualização e colaboração, serviços de nuvem, redes, big data & analytics, serviços de TI off-site, e segurança.

No médio prazo, IoT, AR/VR, inteligência artificial, smart office & smart home e segurança sentirão efeitos positivos.

No lado corporativo, a área de desenvolvimento de software e serviços de TI, que tinham previsão positiva, terão um impacto menor, principalmente, devido ao aumento do Software as a Service, SaaS, para o consumo das soluções a partir de qualquer lugar.

As principais tendências da tecnologia pós pandemia

Para o mercado corporativo, a possibilidade de ganho mais visível, até agora, é o home office, por outro lado, o isolamento também abriu espaço para outras tendências no mercado. Sendo mudanças diretas no desenvolvimento das empresas, ou na implementação de novas tecnologias.

Já servidores e armazenamento, que traziam tendência de queda, continuarão assim. O setor de telecomunicações, por sua vez, pode perceber aspectos positivos no meio da crise, com a transição de voz para dados mais forte.

DevOpSec

No momento atual, quem se adaptou mais rápido, conseguiu minimizar os impactos da crise. Com isso, daqui para frente, um movimento que deve ganhar força é adoção da DevOpSec.

Quando falamos do ciclo de desenvolvimento de software, a interação humana deixa espaço para falhas, por isso, o feedback rápido e seguro é a chave para adaptação exigida.

Com DevOpSec, a união das práticas de Desenvolvimento, Operação e Segurança com automatização, as validações são contínuas a cada alteração. O código é compilado, os requisitos de segurança são checados e as regras funcionais validadas.

Uma vez que está tudo conferido, a produção é atualizada com uma nova versão e no final do processo o cliente é avisado que uma atualização está disponível para ele utilizar.

A metodologia é uma alternativa ao DevOps convencional, que entrega a velocidade que o mundo digital pede, sem abrir mão das credenciais de segurança e qualidade. Ter processos rápidos permite encontrar soluções rápidas e aumentar a velocidade do ciclo de feedback.

Dados e algoritmos

O mercado fala de inteligência de dados há um bom tempo, mas a análise efetiva de grandes volumes de informações só passou a ser possível recentemente, com a criação de tecnologias mais modernas e uma internet mais rápida.

Daqui para frente veremos crescer o uso de algoritmos, inclusive para soluções de problemas gerados pela Covid-19. Por exemplo, com o isolamento, contratar virou uma tarefa desafiadora para profissionais de RH, que precisam digitalizar os processos de admissão.

Os algoritmos também podem ser usados para verificar a veracidade dos documentos que são recebidos por meio digitais, em diversos setores da empresa. Como podem facilitar a assinatura e autenticação de contratos, notas fiscais, etc.

Colaboração

O conceito de comunidade também crescerá após a crise. Já é um consenso que tecnologia não se faz sozinho e que trabalhar em rede é uma maneira eficaz de acelerar a inovação. E neste contexto, abrir mão da propriedade intelectual em prol da comunidade desenvolvedora, o chamado software open source ou código aberto, deve despontar.

Permitir que qualquer desenvolvedor teste evolua o seu software ainda é uma barreira a ser vencida por muitas empresas, mas um movimento forte avança e tem entre os adeptos gigantes como Netflix e Facebok.

O “novo normal” já está entre nós e a tecnologia terá um papel fundamental no mundo que estamos criando a partir desta crise. Sairemos desse momento mais digitais do que nunca e isso exigirá dos profissionais e empresas de TI pensar em soluções rápidas.

Seja usando DevOpSecs na criação de novos processos, investindo em algoritmos para análises inteligentes ou colaborando com o ecossistema de inovação e desenvolvimento.

Conclusão

As mudanças causadas pela pandemia foram visíveis em diversos setores. Apesar do mercado de tecnologia, não ser visível a todos, suas melhorias e avanços, mudam significativamente a vida das pessoas e a forma como todos interagem com o mundo digital.

As necessidades que foram surgindo, foram sendo supridas com processos mais ágeis, mais segurança no tráfego de dados na web, e a diminuição de erros humanos. Sendo estes, somente mais alguns passos para o caminho da automatização e da inovação tecnológica.

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Eduarda Terra

Especialista de Marketing na GoBacklog, uma empresa especializada no desenvolvimento de soluções digitais que vem mudando a forma de se criar negócios digitais de sucesso. Estudante de Economia na UFJF.