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Mesmo com os termos Inovação e Transformação Tecnológica se tornando assunto de muitas palestras e cursos pelo Brasil, muitos estudos mostram que nosso país não está em uma boa posição, em comparação com outros países, quando se fala em inovar.

Possuímos grandes empresas que trouxeram esse conceito para o mercado, mas, ao mesmo tempo, muitas empresas tradicionais ainda se mostram resistentes a mudanças tecnológicas em seu modelo de negócios.

Neste Conversando com o C-Level, o CMO da GoBacklog, Amir Faria, traz alguns dados e discute sobre como o mercado brasileiro pode ser prejudicado, se essas empresas mantiverem uma relação de distância com a tecnologia e todo o universo da Inovação.

É extremamente importante que as empresas comecem a fazer, realmente, um processo de inteligência de mercado, inteligência competitiva, medir o seu cenário, mensurar o quão ameaçada ela está pelos novos entrantes e pelas Inovações transversais de outros segmentos, inclusive para ela conseguir validar e continuar o seu processo de Transformação Digital com segurança.

Simplificando questões complexas

Recentemente, fiz uma postagem no Linkedin, que tratava sobre a simplificação de questões complexas. O post teve muitas interações e foi bem interessante, porque eu abordava, justamente, que os gestores se preocupavam com a Inovação nas empresas, focavam em resolver soluções da Transformação Digital, mas, faziam isso, guiados por palestras e conteúdos rasos sobre a questão.

Porém, nós não podemos tratar questões tão profundas, como é o caso da Transformação Digital, indo apenas em palestras e lendo alguns livros. É preciso que os gestores das empresas chamem profissionais capacitados, que tenham experiência nesses processos, para os auxiliarem nessa mudança.

Transformação Digital não é um processo simples, pois envolve pessoas, tecnologias, cenário atual de curto, médio e longo prazo. Por isso, é muito importante que as empresas estejam cientes que é preciso envolver profissionais com conhecimento de causa, que estão habituados a participarem dessa mudança em empresas de diferentes portes, e com resultado comprovado.

O comportamento das empresas brasileiras

Eu tive acesso a um report de mercado que falava sobre o cenário da Inovação no Brasil. No documento, eles mostravam como a visão do empreendedor brasileiro destoa, de certa forma, da mundial, o que pode ser um problema para o nosso mercado.

Os gestores querem atingir suas metas de longo prazo, porém, quando a situação aperta, eles esquecem todos os objetivos que foram traçados e focam, inteiramente, no curto prazo. Ou seja, as empresas brasileiras não possuem maturidade para conseguirem organizar o que deverá ser atingido no longo prazo.

É claro que existe a dinâmica de trazer resultados, porém, é muito importante planejar os objetivos da empresa a longo prazo e se manter nesse planejamento, pois essas mudanças repentinas do plano, acabam prejudicando a competitividade entre as empresas e do país como um todo.

Esse mesmo report traz a movimentação tímida, das empresas brasileiras, na estruturação dos seus processos de Inovação. A partir do momento que a empresa não consegue estruturar esse processo, ela está suscetível a ir para qualquer lugar à toda hora que uma informação nova chega e atrapalha o planejamento.

Então, existe uma preocupação, que deveria ser das empresas, realmente de pensar, traçar uma linha a ser seguida. Obviamente, esse plano não deve ser engessado, porém, não pode ser altamente maleável, não estando aberto a modificações ou podendo ser abandonado com com qualquer notícia nova que apareça.

A visão de mercado das empresas no Brasil

Para finalizar, uma coisa que me deixou em alerta a respeito da maturidade da gestão no Brasil, referente a Inovação Tecnológica, é que as empresas brasileiras se aproximam muito pouco de startups.

Nós vemos grandes empresas investindo em projetos com startups, algumas chegam até mesmo a comprá-las, mas esse movimento de aproximação não é forte em empresas mais tradicionais. O que deveria acontecer.

As empresas brasileiras deveriam ter uma maior proximidade com startups e universidades, que são polos de Inovação e novas ideias. Obviamente, nem tudo é reaproveitável dentro dessas empresas tradicionais, mas pode ser um ponto de partida para tirar ideias e processos novos, capazes de reduzir custos e aumentar o faturamento.

Outra questão que chama atenção, é o fato das empresas tradicionais brasileiras não olharem para seus concorrentes como possíveis ameaças para o seu negócio. É como se elas vivessem em uma bolha, se esquecendo do mercado e do que está acontecendo em volta dela.

Isso é um fator muito preocupante, pois vemos disrupções acontecendo em diversos mercados, e se a empresa não olha para o que está impactando-a de maneira imediata, imagina o que vai gerar impacto em um longo prazo.

É extremamente importante que as empresas comecem a fazer, realmente, um processo de inteligência de mercado, inteligência competitiva, medir o seu cenário, mensurar o quão ameaçada ela está pelos novos entrantes e pelas inovações transversais de outros segmentos, inclusive para ela conseguir validar e continuar o seu processo de Transformação Digital com segurança.

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Ana Antunes

Especialista de Marketing na GoBacklog, uma empresa especializada no desenvolvimento de soluções digitais que vem mudando a forma de se criar negócios digitais de sucesso. Estudante de Economia na UFJF, apaixonada por inovação e tecnologia.
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